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01
junho

O futuro bate à porta

Os bancos da universidade não serão os mesmos nos próximos anos. Com as transformações do mundo em ritmo veloz e a expansão da oferta para o maior número de estudantes, cada vez mais digitais, o ensino de graduação coloca em debate a tradicional transmissão e recepção de conhecimento e projeta padrões de educação mais fluidos.

Nesse modelo, ainda em construção, o professor deixaria de ser o bastião do conhecimento, o detentor do saber, para se transformar em um facilitador, alguém que ilumina o caminho. O estudante, por sua vez, deveria ser capaz de interagir, ser colaborativo, aprender por si mesmo e se adequar rapidamente a cada novo ciclo evolutivo. “A universidade, hoje, deve formar pessoas para trabalhar em profissões que ainda vão ser criadas, resolver problemas que ainda não existem, para viver em um mundo que será diferente daqui a cinco anos”, pondera o pró-reitor de graduação da PUCPR, Vidal Martins.

Fruto da hiperconectividade e da vasta gama de informação, o panorama apresentado é o retrato de uma sociedade “líquida”, conceito criado pelo sociólogo polonês ZygmuntBauman: o fim das utopias desestimula os projetos de longo prazo, favorecendo o imediatismo, os contextos não duradouros e o futuro imprevisível.

Sob essa perspectiva, presente tanto nas universidades do país quanto em outras instituições do mundo, diversos especialistas em educação já vêm estudando novas formas de acesso ao saber. Em 2013, as organizações norte-americanas New Media Consortium e Educause Learning Initiative apresentaram o estudo HorizonReport, com as principais tendências do ensino até 2018. Entre elas, estão o compromisso de capacitar professores, estimular habilidades do estudante, revisar as formas de avaliação e usar a tecnologia com mais frequência.

O professor, por sua vez, sai do centro e passa a “desenhar” o caminho para o estudante atingir objetivos. “Ele deve gerenciar as ideias com critério, apresentando as diretrizes para que o pensamento seja linear e os estudantes consigam relevância em suas pesquisas”, esboça o especialista em psicologia da educação Diego Mendes, docente em metodologia do ensino e da pesquisa. “Quem vai zelar pelo desenvolvimento desses novos recursos serão os profissionais com resiliência”, afirma.

Devising 21st Century Higher Education with PUCPR

Desde 2014, a PUCPR também está imersa nessas transformações. A marcha em andamento leva o nome de metodologias ativas. O conceito prevê um esquema de via de mão dupla entre os estudantes, que ultrapassa os referenciais teóricos e busca a solução para problemas reais e significativos, a pesquisa como princípio educativo e a extensão da sala de aula como complemento. “O estudante abandona a passividade do modelo clássico e passa a desenvolver autonomia, a acessar a informação por si próprio”, descreve Martins.

Na busca para que estudantes e professores não percam o foco do diálogo entre as áreas de conhecimento a PUCPR promove entre os dias 26 e 28 de julho o Devising 21st CenturyHigherEducationwith PUCPR. A conferência tem como tema principal as aprendizagens ativas no ensino superior e propiciará o diálogo entre renomados educadores da atualidade, professores e gestores de instituições de ensino superior para tratar dos novos caminhos da educação no século XXI.

O evento trará educadores que fazem a diferença pelo mundo, com novas metodologias de ensino para discutir a reorganização da educação e inspirar os participantes a repensar seu papel nesse novo cenário. “A PUCPR quer fazer um processo de transformação profunda nos seus processos de ensino e aprendizagem. Nossa solução, por meio deste evento, é trazer pessoas que estão percorrendo este caminho que a acreditamos e queremos seguir”, esclarece o pró-reitor ao falar da importância do evento para a Universidade.

Saiba mais e confira a programação completa do Devising 21st CenturyHigherEducationwith PUCPR no site.

 

 

Imagem: Freepik

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